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O Brasil é o “país do futuro”? O que precisamos fazer para chegar lá?

7 de set.
3 min de leitura

A expressão “Brasil, país do futuro” ganhou projeção com Stefan Zweig, em 1941. Mais de oito décadas depois, ainda a repetimos, às vezes com esperança, às vezes com ironia.


Temos razões para acreditar em nosso potencial: mais de 213 milhões de habitantes, 8,5 milhões de km², recursos naturais, agricultura competitiva, indústria diversificada e uma das maiores economias do mundo. Entre 1950 e 1980, o PIB cresceu, em média, 7,4% ao ano. Depois, perdemos a continuidade desse ritmo.


Seria simplista atribuir nossas dificuldades aos governos recentes. Muitos problemas atravessam décadas, partidos e ideologias. A pergunta não é se uma solução é “de direita” ou “de esquerda”, mas se funciona e melhora a vida das pessoas.


Como cidadão, empreendedor e dirigente empresarial, vejo 15 desafios principais:


  1. A polarização ajuda o Brasil?

    Divergências fazem parte da democracia, mas precisamos de consensos e de um projeto de longo prazo: equilíbrio fiscal, educação, segurança jurídica e produtividade.

  2. O Estado brasileiro é eficiente?

    O Estado é indispensável em áreas essenciais, mas deve rever estruturas e programas que consomem recursos sem entregar benefícios e serviços adequados.

  3. Pagamos impostos demais?

    Nossa carga tributária é elevada para o nível de renda, o sistema continua complexo e precisamos simplificar. Reduzir e melhorar o gasto público.

  4. Por que nossos juros são tão altos?

    Juros elevados encarecem dívidas e tornam aplicações financeiras mais atraentes do que investir e empreender. Além disso, amplia o déficit do país.

  5. Estimulamos quem quer empreender?

    Temos muitos empreendedores, mas existem muitos obstáculos. O desafio é ajudá-los a sobreviver, crescer, inovar e gerar empregos.

  6. Nossa educação prepara para o futuro?

    Sem educação básica de qualidade não há país desenvolvido. Precisamos qualificar professores, ampliar o ensino técnico e medir resultados.

  7. Como reduzir burocracia e corrupção?

    Leis simples, processos digitais, transparência e fiscalização reduzem custos e oportunidades para práticas indevidas.

  8. Estamos endividados demais?

    Famílias e empresas endividadas consomem e investem menos. Educação financeira, responsabilidade fiscal e crédito competitivo são essenciais.

  9. Os benefícios sociais criam oportunidades?

    São necessários para proteger os vulneráveis, mas devem também estimular qualificação, emprego, empreendedorismo e autonomia.

  10. Precisamos modernizar as relações de trabalho?

    É preciso equilibrar proteção ao trabalhador com regras mais simples para contratar e reduzir a informalidade.

  11. Como reduzir a violência?

    Inteligência, tecnologia, combate ao crime organizado, prevenção e oportunidades aos jovens precisam caminhar juntos.

  12. Nossa infraestrutura acompanha o país?

    Rodovias, ferrovias, portos, saneamento, energia e conectividade determinam produtividade. Concessões, PPPs e planejamento podem acelerar avanços.

  13. Como reduzir a desigualdade?

    Não empobrecendo quem prosperou, mas ampliando oportunidades com educação, saneamento, qualificação, emprego e empreendedorismo.

  14. Temos segurança jurídica?

    Leis claras, decisões previsíveis e uma Justiça mais rápida reduzem riscos e estimulam investimentos.

  15. Nossa saúde pública é suficiente?

    O SUS trouxe avanços, mas ainda precisamos reduzir diferenças regionais, filas e dificuldades de acesso, com melhor gestão e tecnologia.


Afinal, somos o país do futuro?


Talvez, desde que entendamos que futuro não é destino: é construção. Esses problemas não pertencem a um único partido ou governo. Precisamos avaliar políticas pelos resultados, e não pela ideologia.


O Brasil precisa produzir riqueza e ampliar oportunidades; ter empresas competitivas e trabalhadores valorizados; proteger quem necessita, criando caminhos para sua autonomia; ter um Estado eficiente, menor e um mercado com regras claras.


Temos todas as condições para nos tornar um país desenvolvido. Mas não basta confiar no futuro. O que cada um de nós pode fazer para ajudar o Brasil nessa trajetória?


Talvez valha lembrar o lema da bandeira do Espírito Santo: “Trabalha e Confia”, inspirado no pensamento atribuído a Santo Inácio de Loyola:


“Trabalha como se tudo dependesse de ti e confia como se tudo dependesse de Deus.”


 
 
 

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