O crescimento da segunda residência no Brasil
- Lucas Izoton

- 6 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Durante muitos anos participei ativamente da ADIT BRASIL – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil, onde, em congressos nacionais e internacionais, estudamos a fundo o mercado de segunda residência. Em missões empresariais, visitei resorts e condomínios de luxo em diversos países, pesquisando modelos de sucesso e convivendo com grandes especialistas do setor.
No Brasil, esse segmento vem se expandindo de forma consistente. Segundo o IBGE, o país possui aproximadamente 90 milhões de domicílios permanentes. Estima-se que existam entre 6 e 8 milhões de segundas residências — imóveis voltados ao lazer, descanso ou escapadas de fim de semana. O número médio de residências por família no Brasil ainda é inferior ao observado em países mais desenvolvidos, o que indica um grande potencial de crescimento.
Mas o que leva uma família a investir em uma segunda residência? Entre os principais fatores estão a busca por qualidade de vida, contato com a natureza, refúgio da rotina urbana e o desejo de estar com a família em um ambiente seguro, confortável e afetivo. Além disso, o imóvel é visto como ativo patrimonial e pode gerar renda complementar via locação por temporada.
O perfil do comprador costuma ser de classe média alta ou alta, com estabilidade financeira e o objetivo de unir lazer e investimento. Em sua maioria, essas famílias preferem se deslocar de carro, em trajetos de até 3 horas, valorizando o acesso fácil, o clima agradável e a presença de natureza. Por isso, as segundas residências se concentram em regiões próximas aos grandes centros urbanos.
Entre os destinos mais emblemáticos no Brasil, destacam-se as montanhas de Gramado (RS) e Campos do Jordão (SP), bem como as praias de Guarujá (SP), Búzios (RJ) e o litoral baiano.
No Espírito Santo, o destaque vai para Guarapari, tradicional balneário capixaba, e especialmente para Pedra Azul, nas montanhas capixabas. Com clima europeu, natureza exuberante e localização estratégica — a menos de 3 horas das principais cidades do ES, do leste de MG e do norte do RJ — Pedra Azul tornou-se um polo natural de segunda residência.
Um exemplo é o Vista Azul Apart Hotel, empreendimento que combina o conforto de apartamentos mobiliados com serviços hoteleiros e ampla estrutura de lazer. O proprietário pode usufruir do imóvel quando quiser e, nos demais períodos, gerar receita por meio de locações. Inspirado em modelos internacionais de condo-hotéis, o Vista Azul adapta com sucesso esse conceito ao mercado brasileiro.
O crescimento da segunda residência revela uma mudança de comportamento: as famílias passaram a valorizar não apenas onde vivem, mas também onde descansam, convivem e criam memórias afetivas. Trata-se de um movimento que une bem-estar, investimento e propósito — e que tende a se consolidar ainda mais nos próximos anos.
Lucas Izoton
Engenheiro
Empreendedor
Ex-presidente da FINDES








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