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O que você espera do ano de 2026?


O momento econômico de 2026 promete ser um dos mais desafiadores. O cenário internacional ainda vive os efeitos de um crescimento global moderado, tensões geopolíticas e ciclos tecnológicos que avançam mais rápido do que a capacidade de adaptação das empresas e dos próprios indivíduos.


A Inteligência Artificial poderá ser uma grande parceira não só na área corporativa, como no desenvolvimento pessoal. No Brasil, o panorama econômico não é muito diferente: inflação projetada em torno de 4%, PIB crescendo abaixo de 2% e uma taxa Selic que deve seguir elevada. Ou seja, não haverá expansão natural do mercado — e esse cenário muda tudo não só para as empresas como para os cidadãos.


Além disso, 2026 será um ano eleitoral, o que tende a aumentar a volatilidade no mercado doméstico. Historicamente, períodos eleitorais elevam a incerteza, reduzem investimentos e estimulam comportamentos mais defensivos por parte das empresas. Para completar, teremos uma Copa do Mundo com mais de um mês de duração, capaz de alterar rotinas, produtividade, consumo e até a logística de muitos setores. Somam-se a isso teremos cerca de 15 feriados e “enforcamentos”, que impactarão diretamente o calendário econômico.


A polarização política também deve continuar. É um ambiente complexo, mas não intransponível. Como lembra o consultor Peter Drucker, “a melhor forma de prever o futuro é criá-lo”. E é exatamente isso que os empreendedores e os trabalhadores precisarão fazer.


No campo tributário, 2026 será marcado pela adaptação à reforma tributária, com mudanças de regimes, novas regras e necessidade de reorganização administrativa. Tudo isso exigirá planejamento, estudo e capacidade de execução. Mas o ponto central é o seguinte: se o mercado não cresce, o único caminho para as empresas expandirem é ganhar participação sobre os concorrentes.


Quanto a geração de empregos, a previsão não é boa, apesar da falta de mão de obra. Boa parte da população economicamente ativa do país depende de benefícios sociais do Governo Federal e não podem se empregar. Logo, a falta de profissionais é inevitável.


Em um ano de baixo crescimento, pequenas melhorias do tipo Kaizen — “hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje” — podem não ser suficientes para os negócios. Será necessário inovar de forma mais ousada, disruptiva e estratégica.


As estatísticas mostram que é muito mais eficiente aumentar o volume de vendas dentro dos clientes atuais do que tentar abrir novos. Mas também é importante lembrar que o Brasil é gigantesco: são 5.570 municípios, muitos deles com características completamente distintas. Há espaço para quem identifica nichos e regiões ainda pouco atendidas.


No final das contas, o fator decisivo para as empresas não estará apenas na economia, mas na mentalidade do empreendedor e dos seus gestores. Em tempos difíceis, líderes verdadeiros precisam transmitir otimismo, estimular a inovação, arriscar com responsabilidade e manter a equipe unida.


E nunca podemos esquecer: venda não é sinônimo de lucro. É o lucro que sustenta a empresa, garante investimentos, tecnologia, treinamento, crescimento e geração de novos postos de trabalho. Vender mais com margens ruins é apenas um atalho para o fracasso.


Encerrando, deixo uma reflexão que vale para todos que estão planejando 2026: sigam o lema da bandeira do estado do Espírito Santo — “Trabalha e Confia”. É uma inspiração da frase de Santo Inácio de Loyola: “Trabalha como se tudo dependesse de ti e confia como se tudo dependesse de Deus.”


Sugiro pedir ao Criador saúde física, mental e emocional. Afinal, precisaremos trabalhar muito pois 2026 será um ano de incertezas, mas também de oportunidades para quem estiver preparado e acreditar em si próprio.

 
 
 

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