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Você conversa com Deus?


Existe um velho ditado no Brasil que diz que, para evitar conflitos, é melhor não falar sobre política, futebol e religião. Penso, porém, que quando há diálogo civilizado, respeito às diferenças e disposição para ouvir, qualquer tema pode ser tratado — inclusive a espiritualidade. Esse entendimento também vale para quem escreve. Por isso, hoje, escolho falar sobre fé. A relação com Deus.


Dados do IBGE indicam que cerca de 84% dos brasileiros se declaram cristãos, enquanto os demais professam outras religiões ou não seguem credo algum. No meu caso pessoal, sou cristão, embora procure conhecer e respeitar todas as religiões, seitas e também aqueles que não acreditam em Deus. A espiritualidade é uma experiência profundamente individual.


Para muitos cristãos, Deus pode ser encontrado na natureza, no auxílio ao próximo e, principalmente, dentro de cada um de nós. Os cristãos creem que Jesus Cristo é o Messias, o Filho de Deus que se fez humano e salvador da humanidade. Já os judeus veem Jesus como um rabino, mas não como o Messias. Os muçulmanos, por sua vez, acreditam que Alá é o mesmo Deus dos cristãos e dos judeus, embora considerem Jesus apenas um profeta, assim como Moisés, sendo Maomé o maior profeta do Islã.


Diante disso, não existe “a melhor religião”. O Dalai Lama, ao ser questionado por Frei Leonardo Boff sobre qual seria a melhor religião, respondeu que é aquela que torna a pessoa melhor: mais compassiva, sensível, desapegada, humana e responsável. A religião que promove esses valores é a que mais aproxima o ser humano de Deus.


A espiritualidade pertence ao foro íntimo. Cada um tem o livre-arbítrio para escolher como viver sua fé. No Evangelho de Mateus (6:6), Jesus ensina: “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Essa passagem do Sermão da Montanha reforça a ideia de que não precisamos de intermediários para falar com Deus.


No meu caso, escolho um lugar silencioso e tranquilo. Converso com Deus em silêncio, abrindo o coração, consciente de que Ele já conhece minhas necessidades. Por isso, não falo muito, ou melhor, nem falo. O silêncio é essencial para ouvir. Deus fala por meio de pessoas, fatos, sinais e pensamentos. Quando estamos em oração, Ele se comunica com a alma, lembrando que o tempo divino é diferente do nosso.


Costumo pedir sabedoria para vencer os obstáculos e, quando não for possível vencê-los, força para suportá-los. Muitos conversam com Deus contemplando a natureza — o nascer ou o pôr do sol, o céu, o mar, as montanhas, as árvores e as flores — entrando em harmonia com o universo. Madre Teresa de Calcutá dizia que sua conversa com Deus era um diálogo de silêncio.


Roberto Carlos traduziu bem esse sentimento em uma de suas canções: “Quando eu quero falar com Deus, eu apenas falo. Quando eu quero falar com Deus, às vezes me calo…” Sua música revela que conversar com Deus também é silenciar, chorar, desabafar e sentir Sua presença.


Como a espiritualidade é íntima, cada um conversa com seu Deus de forma única. O essencial é o respeito — por todas as crenças e também por quem não tem religião.


E, para finalizar, deixo uma sugestão simples: que tal conversar mais com o seu Deus?

 
 
 

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